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Hoje é dia de charuto!

Zahia 116.JPG“Dia de festa na família Cassis é dia de charuto! Dia de charuto é dia de festa! Dia de charuto é só charuto! Charuto de repolho, o tradicional, e charuto de couve, invenção de Dona Yolanda, segundo nos consta. Um prato completo: proteína, carboidrato e verdura. A grande panela, com os charutinhos, cuidadosamente enrolados, vai ao fogo com muito alho e canela. Na hora de servir, Adelino, sempre brincava com a esposa: ‘Landa, o alho está muito caro?’ Por mais que se colocassem os disputados dentes de alhos inteiros para cozinhar com o charuto, esses  pareciam insuficientes. Charuto na mesa, era uma busca, como uma caça ao tesouro: todos queriam saborear os alhos inteiros, cozidos na casca! Dona Yolanda contava que a sogra, Zahia Dabus Cassis, tradicionalmente cristã ortodoxa (provável motivo de sua imigração),  converteu-se à Igreja Presbiteriana, onde Adelino e Yolanda se conheceram. Como o marido, Miguel Nassif Cassis, não concordava com a nova igreja, ela acordava bem cedo, enrolava os charutos do domingo, deixava a panela cozinhando no fogão à lenha e saia escondida  com os filhos menores para a Escola Dominical. Na hora do almoço… O charuto estava pronto e ela em casa para servi-lo.”

Dulcinéa Cassis – Chef do Zahia Café & Cozinha Árabe

 

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Os quibes da Dona Yolanda

“Uma das lembranças mais agradáveis de minha infância, era o dia de fazer quibe. Como eu gostava de ajudar a minha mãe naquele dia! A carne bovina, geralmente patinho, era limpo cuidadosamente. Não podia deixar nenhum branquinho. Qualquer nervo da carne poderia comprometer a qualidade do quibe na hora de fritar. Depois de limpa, a carne era moída na tradicional máquina caseira de moer carne, presa à uma mesa. O chão em volta era forrado com jornais. À carne moída ela acrescentava o trigo escorrido, que já estava de molho. Além do sal, muita cebola e hortelã! A mistura era então passada na máquina duas vezes. Nessa hora, ela contava com a ajuda dos filhos para rodar a manivela. Massa do quibe pronta, era hora de enrolar. E tem o segredinho na hora de enrolar, para deixá-lo oco por dentro e crocante ao fritar. Enquanto minha mãe me ensinava a enrolar o quibe, arte que aprendera com a minha vó Zahia, ela me contava que a vó contava que, lá no Líbano, quando menina, ia com as outras meninas e mulheres para a beira do rio, para, com o barro, aprender a enrolar quibe. Os tempos mudaram. O processador facilitou o trabalho na hora de fazer a massa do quibe. Mas o tempero e o modo de enrolar permaneceram os mesmos. Os famosos quibes da Dona Yolanda podiam agora ser congelados no freezer. Ela sempre mantinha um estoque. Quando recebia a visita dos netos, era só fritar!

Dulcinéa Cassis – Chef do Zahia Café & Cozinha Árabe

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