Os quibes da Dona Yolanda

“Uma das lembranças mais agradáveis de minha infância, era o dia de fazer quibe. Como eu gostava de ajudar a minha mãe naquele dia! A carne bovina, geralmente patinho, era limpo cuidadosamente. Não podia deixar nenhum branquinho. Qualquer nervo da carne poderia comprometer a qualidade do quibe na hora de fritar. Depois de limpa, a carne era moída na tradicional máquina caseira de moer carne, presa à uma mesa. O chão em volta era forrado com jornais. À carne moída ela acrescentava o trigo escorrido, que já estava de molho. Além do sal, muita cebola e hortelã! A mistura era então passada na máquina duas vezes. Nessa hora, ela contava com a ajuda dos filhos para rodar a manivela. Massa do quibe pronta, era hora de enrolar. E tem o segredinho na hora de enrolar, para deixá-lo oco por dentro e crocante ao fritar. Enquanto minha mãe me ensinava a enrolar o quibe, arte que aprendera com a minha vó Zahia, ela me contava que a vó contava que, lá no Líbano, quando menina, ia com as outras meninas e mulheres para a beira do rio, para, com o barro, aprender a enrolar quibe. Os tempos mudaram. O processador facilitou o trabalho na hora de fazer a massa do quibe. Mas o tempero e o modo de enrolar permaneceram os mesmos. Os famosos quibes da Dona Yolanda podiam agora ser congelados no freezer. Ela sempre mantinha um estoque. Quando recebia a visita dos netos, era só fritar!

Dulcinéa Cassis – Chef do Zahia Café & Cozinha Árabe

Você sabia que pode experimentar os quibes da Dona Yolanda sem sair de casa? Conheça agora nosso serviço de delivery!